segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Hospital Infantil Pequeno Anjo

Ana Beatriz em 2011, antes da internação

Em 2011 vivemos a primeira experiência de uma longa internação hospitalar da Ana Beatriz devido a descompensação das convulsões. Foram quatro meses que ela permaneceu no Hospital Infantil Pequeno Anjo, em Itajaí, alternando entre a UTI e o quarto. A política de internação do hospital era de não permitir a presença de acompanhante enquanto o paciente estivesse na UTI. Para nós foi a situação mais difícil. Nunca, desde o nascimento da Ana, tínhamos ficado longe dela. Imagine ter que deixar sua filha com pessoas estranhas e voltar para casa sozinhos. Foi muito triste, mas sabíamos que era para o bem dela. Aprendemos a importância da confiança na equipe de médicos e enfermeiros que estavam cuidando da Ana. 


Todos os dias íamos a Itajaí no começo da tarde para visitá-la e receber o boletim médico. A espera pelo boletim era angustiante, pois, nunca sabíamos o que nos aguardava. Nos tranquilizávamos apenas quando víamos a Ana. Eram poucos minutos que tínhamos para ficar ao seu lado e nem sempre ela estava acordada. Era permitida a entrada de uma pessoa por vez. Enquanto um de nós estava visitando a Ana, o outro ficava na sala de espera. E assim íamos aproveitando o pouco tempo que tínhamos. 

Sempre que ocorria alguma complicação com algum paciente, ou se chegasse um paciente novo na UTI, a visita podia ser suspensa ou cancelada. Algumas vezes fomos até Itajaí e não pudemos vê-la, mas ao menos estávamos mais perto dela. Era mais ensinamentos que recebíamos: Aceitação e paciência. Na sala de espera criamos amizades, dividimos experiências e esperanças. Choramos a perda de algumas crianças e acompanhamos a alta de outras. 

Como a Ana ficou bastante tempo na UTI, criamos laços de amizade com as enfermeiras e médicos. Nos dias em que a Ana estava um pouco melhor, as enfermeiras, muito amáveis, faziam tranças, maria chiquinha, bustiê com as máscaras de proteção, tudo para deixar a visita mais divertida. A Mai Porto era a personal stylist, que deixava a Ana mais bonita. Como era bom chegar na UTI e ver a Ana sentada na cama, toda “enfeitada”, nos esperando. A enfermeira Mariana, nos recebia sempre com um sorriso e uma palavra de esperança. A assistente social Ana Virgína, com toda a sua simpatia, tornava as esperas menos angustiantes. Foram vários médicos que cuidaram da Ana, não somente nesta internação, mas como nas outras e com alguns ainda mantemos contato pelas redes sociais, como o Dr. Harrison e a Dra. Carolina Marchi. 
Ana Beatriz após retornar da internação, já sem sonda de alimentação

Queremos agradecer a todos os profissionais do Hospital Pequeno Anjo que cuidaram da Ana com tanto carinho e atenção. Vocês escolheram uma profissão aonde cuidam do bem mais precioso de uma família, os filhos. 
Aos que estão passando por esta situação, sugerimos que confiem e procurem se fazer presentes em cada momento da vida de seus filhos.
Ana e seu olhar cativante


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