domingo, 25 de novembro de 2018

Anjos em nossas vidas – novas experiências!

Estávamos passando um momento crítico, nos sentindo perdidos, vendo nossa filha com um problema de saúde se agravando… Mal sabíamos nós que era apenas o começo de um grande e longo aprendizado.

Como falamos na postagem anterior, aos nove meses de idade a Ana estava internada no hospital aqui de nossa cidade, em Brusque, devido complicações nas convulsões. Elas estavam descontroladas e, seguindo as instruções da neurologista que nos acompanhava na época, as doses dos medicamentos foram aumentadas de tal forma que a Ana ficou totalmente dopada. A nossa pediatra, Dra. Rosely, vendo o estado da Ana, entrou em contato com um neuropediatra de Florianópolis, comentou sobre o caso da Ana e ele orientou para levá-la a Florianópolis, pois, coincidentemente, era o plantão dele no Hospital Infantil Joana de Gusmão. Assinamos um termo de responsabilidade no hospital aonde a Ana estava internada, colocamos ela no nosso carro e nós três fomos para Florianópolis em busca de socorro para nossa filha. Foi um trajeto muito tenso, pois, a Ana não estava bem, mas era a única alternativa que tínhamos. Passados tantos anos, até hoje, quando vamos a Florianópolis, lembramos dos pontos na estrada aonde tivemos que parar para dar água e alimentar a Ana. Chegamos lá no começo da tarde e fomos atendidos no início da noite pelo neuropediatra. Naquela época, não tínhamos experiência em hospitais. Era a primeira vez em nossas vidas que saíamos de nossa cidade para buscar uma internação para nossa filha Ana Beatriz. Ao chegarmos no hospital nos espantamos com a estrutura física e com a quantidade de pessoas aguardando atendimento. Pela inexperiência nossa, ainda julgávamos os hospitais pela aparência e não pela competência da equipe de profissionais.
O primeiro contato com o médico foi um pouco conturbado, pois, estávamos estressados com o tempo de espera e queríamos que rapidamente nossa filha fosse atendida. Não tínhamos ideia do profissional experiente que iria nos ajudar tanto a partir daquele dia. O nome dele, Dr. Jorge Humberto Barbato Filho. Na primeira noite eu fiquei com a Ana numa ala em observação. A insegurança era grande, estávamos sozinhos em outra cidade e não sabíamos o que ía acontecer. No dia seguinte, fomos transferidos para o quarto e começamos um novo tratamento. O Dr. Barbato retirou todos os medicamentos e começou com um único remédio novo. A Ana teve uma ótima resposta à nova medicação e, após três dias de internação já estávamos recebendo alta. Com a troca deste medicamento a Ana ficou sem apresentar crises convulsivas por um ano e nove meses. Nossa gratidão ao Dr. Barbato era imensa e surgia ali uma nova amizade e um novo anjo em nossas vidas.

Daquele dia em diante, passamos a ir regularmente à Florianópolis para nos consultar com o Dr. Barbato em sua clínica. Ele sempre chamou carinhosamente a Ana de “Xuxa de Brusque”, por causa de seus cabelos loiros. Quando as convulsões voltaram, quantas vezes nos socorreu por telefone durante a noite, ou nos finais de semana. Foram vários anos de convivência, de troca de experiências. Aprendemos em todo este período o funcionamento dos medicamentos anticonvulsivantes, a rigorosidade no controle dos horários e ajustes das doses. A preocupação era enorme quando havia a necessidade de mudar um medicamento,pois, poderia ocorrer uma descompensação das crises convulsivas. O Dr. Barbato sempre nos deu muita segurança em todo este processo. Fez trocas e combinações de medicamentos para permitir que Ana tivesse uma qualidade de vida um pouco melhor. Chegou a entrar em contato com vários neuropediatras, inclusive do exterior, para buscar informações sobre o caso da Ana. Com o passar do tempo, a Ana foi crescendo, ficando mais debilitada e tornou-se complicado nos deslocar até Florianópolis para as consultas. Vendo nossa situação, o Dr. Barbato entrou em contato com uma neuropediatra que começava a atender em Brusque e que era sua colega de profissão e nos encaminhou para ela. Dali em diante, ele passou a acompanhar o caso através desta neuropediatra, que passou a cuidar da Ana Beatriz.

Seremos eternamente gratos ao Dr. Barbato pela sua atenção, pelo carinho que teve conosco durante todos esses anos. Ele fez e sempre fará parte de nossas vidas.

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